Nos últimos artigos, abordamos sobre a escolha da escola e a mudança de escola para as crianças. Hoje, exponho aqui um assunto muito delicado que apavora muitos pais e crianças: a recuperação escolar. A notícia de que ficou de recuperação traz muita ansiedade para as crianças e adolescentes. E, para os pais, um misto de sentimentos, desde o questionamento se acompanhou a rotina escolar dos filhos adequadamente, a falta de percepção de que algo não ia bem com eles na vida acadêmica (ou até fora dela, mas com impacto na rotina escolar) até a cobrança e a aparente decepção pela “suposta” falta de empenho do filho.

Sob o aspecto da criança ou adolescente, a primeira orientação é: acalme-se. Acontece! Muitas vezes, apesar da dedicação, é normal ficar de recuperação, seja por uma questão de dificuldade em entender determinadas matérias, seja por outros problemas que refletiram no resultado acadêmico. O importante é ter em mente que, quando não se conseguiu a média necessária para uma ou mais disciplinas, a recuperação precisa ser encarada como um reforço que vai contribuir para eliminar as dificuldades naquela disciplina e te deixar preparado para o próximo ano letivo.

Já, em relação à perspectiva dos pais, é fundamental apoiar seu filho nesse momento. Nesse período, o que ele mais precisa é de acolhimento e apoio para que esteja pronto para passar pela recuperação e, de fato, conseguir superar a dificuldade que teve ao longo do ano , semestre e/ou bimestre. Apoio e acolhimento são primordiais, assim como uma análise se existe algo que possa estar impactando na vida escolar do seu filho e, juntos, tentarem superar essa fase.

Além disso, é de extrema importância que tanto os pais quanto os filhos entendam que a recuperação não deve ser considerada como um fracasso. Na verdade, ao contrário, ela é uma forma de ajudar as crianças a irem além, ou seja, um período que estimula a superação de dificuldades e a devolução da confiança para seguir para a próxima etapa.

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